Agência de publicidade faz aniversário e seleciona jovem para garimpar novas tendências nos EUA, na Europa e na Ásia
Felipe Mortara ESPECIAL PARA O ESTADO
Quem, aos 21 anos, não toparia passar 99 dias viajando pelo mundo com uma mochila nas costas com tudo pago? Para comemorar seu 21.º aniversário, a agência de publicidade DM9DDB lançou um concurso para escolher um jovem, nascido em 1989 como ela, para visitar nove cidades. A missão? Descobrir novas tendências de comportamento.
O projeto, batizado de 99 Novas, atraiu mais de 2,5 mil candidatos – o prazo para inscrições acabou no dia 21 e o resultado sai em 9 de dezembro. A primeira etapa da seleção consiste em responder a um questionário. Os autores das 99 melhores respostas passarão para as fases seguintes, nas quais vão produzir vídeos e blogs e mostrar intimidade com redes sociais, além de passar por entrevistas com publicitários.
O jovem andarilho vai passar por Nova York, Paris, Londres, Barcelona, Milão, Mumbai, Xangai, Bangcoc e Tóquio. Em troca, deverá publicar posts e vídeos diários em um blog. O blog será avaliado pela organização e o viajante pode ganhar uma vaga na DM9DDB em São Paulo.
A estudante de Publicidade Beatriz Morgado, de 21 anos, da PUC de Campinas, é uma dessas candidatas ávidas para botar o pé na estrada. “Nem acreditei quando vi o que procuravam. Viajar é minha maior paixão e sempre fui antenada, gosto de fazer blog. Li a proposta e pensei: “É pra mim!”".
De acordo com Sergio Valente, presidente da agência, não é só quem embarca que sai ganhando. “Essa viagem também vai nos ensinar. Tem tanta gente interessante por aí. Com certeza tem um cara pronto, maduro e a fim o suficiente de encarar isso. Vamos procurar a pessoa especial que possa viver essa experiência”.
Publicado no jornal O Estado de S.Paulo na edição do dia 26 de outubro de 2010.
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O publicitário Nizan Guanaes e sua mulher, Donata Meirelles, oferecerão um jantar para a jornalista Arianna Huffington, do site americano The Huffington Post, no dia 21 de dezembro. Na lista de 300 convidados estarão artistas, políticos e intelectuais brasileiros.
Publicado na coluna Mônica Bergamo do jornal Folha de S.Paulo na edição do dia 30 de novembro de 2010.
“El País” vs. China. O jornal espanhol deu a reportagem “China coloniza América Latina”, destacando que já é o segundo parceiro comercial da região, “atrás dos EUA e à frente da União Europeia”. Ouve do publicitário Nizan Guanaes que “já fomos colonizados uma vez” e agora “queremos ser sócios”.
Publicado na coluna de Toda Mídia, de Nelson Sá, no jornal Folha de S. Paulo na edição do dia 23 de novembro de 2010.
Nos Estados Unidos, a idade média dos empreendedores da área de tecnologia é de 39 anos, e não 20 ou 30 como pensa a maioria das pessoas. “Esta é uma idade interessante, uma vez que o profissional já conta com experiência e patrimônio para investir em um novo negócio, se comparado a um jovem de 20 anos, que tem muita vontade, mas pouco preparo e planejamento”, diz Jonathan Ortmans, presidente da 3ª Semana Global de Empreendedorismo.
Planejar mais, mas com análise de mercado e estudo de cenário, é o que falta para aumentar a longevidade das empresas brasileiras, afirma. Ele também defende o estímulo ao empreendedorismo nas escolas e universidades.
O intra empreendedorismo, aquele praticado no ambiente corporativo, também precisa evoluir. Empresas tradicionais, diz Ortmans, necessitam das iniciantes para continuar a empreender e a inovar. Essa necessidade pode ser suprida com uma aquisição ou pelo surgimento de um concorrente com fôlego novo.
Para o publicitário Nizan Guanaes, presidente do conselho do Grupo ABC, empreender é sair da zona de conforto. “Fui o principal redator publicitário do Rio de Janeiro, mas quis ser nacional. Precisei sair de minha zona de conforto. Tive a maior agência de publicidade do Brasil, mas quero ser global. Precisei sair de minha zona de conforto outra vez”.
Um exemplo mundial de companhia tradicional e, ao mesmo tempo, empreendedora é a sul-coreana Samsung, afirma Ortmans. “Apesar da idade, eles sempre surgem com ideias novas e inovadoras”. No Brasil, Rodrigo Teles, presidente da Endeavor, elege a Natura, a Ambev e a Odebrecht como exemplos.
Grandes empresas que não querem perder o foco no empreendedorismo devem buscar a governança, a ética e o comprometimento na inovação, como afirma Randal Zanetti, fundador e presidente da empresa Odontoprev.
Ele defende a adoção de um novo formato para a governança corporativa, que vai além do modelo tradicional, cujo foco está em acionistas, cotistas, conselhos ou diretorias. “É preciso atentar para os outros públicos, como clientes e demais setores da sociedade.Todos, de uma maneira ou de outra, estão invadindo o ambiente corporativo e a governança moderna tem que atentar para esse momento”.
Publicado no jornal Brasil Econômico na edição do dia 22 de novembro de 2010.
O publicitário Nizan Guanaes, sócio do Grupo ABC, não esconde a dificuldade de se anunciar na internet. Em conversa com o GLOBO durante o 31° Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, realizado pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) esta semana em Pernambuco, Guanaes diz que é diffeil medir o real impacto das campanhas no mundo on-line.
O GLOBO: De que forma as empresas devem se posicionar nas redes sociais?
NIZAN GUANAES: As redes sociais estão com tudo, mas elas não têm uma regra fixa. Hoje, todo mundo está nas redes sociais. Não se pode ficar indiferente. Hoje, algumas grandes companhias não precisam anunciar, apenas se comunicar. Na internet, isso ganha muita força. Ou seja, tem que se levar conteúdo. Tem que se estabelecer relacionamento, e não só ofertas. O Twitter, por exemplo, é uma ferramenta fundamental. As mudanças mostram que o que as pessoas querem é se relacionar. Por isso, mudamos o nosso site oficial, que nada mais é que o nosso perfil no Facebook.
O GLOBO: Com celular e tablets, o consumo de informação tende a mudar?
GUANAES: Hoje, todo mundo tem celular. Mas não importa qual será a mídia, seja ela TV, internet, jornal ou celular e tablet, as pessoas vão consumir informações em todos esses canais. A geração “Y”, por exemplo, vê o jogo na TV, lê as notícias na internet, no rádio e no jornal, além de interagir no celular. É isso que acontece. Há uma interação entre todos esses meios. As pessoas não abandonam um canal de mídia pelo outro. A internet está difundindo a leitura e a escrita. Mas as pessoas já sabem que não se pode comer tudo o que sai na internet. A fonte é crucial, e é por isso que vemos a digitalização de grandes marcas, como as empresas de comunicação.
O GLOBO: O grupo ABC vai vender parte da empresa para algum grupo estrangeiro, como tem se especulado?
GUANAES: Não vamos vender. As pessoas não entenderam isso ainda. Também não pretendemos abrir capital. Somos brasileiros e vamos continuar crescendo. E estar no Rio, por exemplo, é essencial. Por isso, estamos fazendo muitas coisas. Quem não quer estar na Cidade Olímpica?
O GLOBO: Qual será o crescimento do país este ano?
GUANAES: A economia deve crescer 7,5% este ano, o terceiro maior crescimento no mundo. É uma oportunidade que a gente não pode perder.
*O repórter viajou a convite da Abrapp
Publicado no jornal O Globo na edição do dia 20 de novembro de 2010.